Bancos investem no ‘build to rent’ e querem ser senhorios

Construção de casas para arrendar é um “fenómeno” recente em Portugal, apesar de ser muito comum nos EUA ou na Alemanha.

 

A construção de casas para serem depois colocadas no mercado de arrendamento – um modelo conhecido por ‘build to rent’ – é um “fenómeno” recente em países como Portugal e Espanha, apesar de ser muito comum nos EUA ou na Alemanha, por exemplo. Uma tendência que parece não estar a passar ao lado dos bancos: no Reino Unido, o grupo bancário Lloyds foi o último a entrar neste setor, com a aspiração de se tornar proprietário (e senhorio) de 50.000 residências na próxima década.

Os investidores estrangeiros, como o grupo imobiliário norte-americano Greystar e o Goldman Sachs, também estão a entrar neste novo segmento. O banco australiano Macquarie lançou sua própria plataforma, Goodstone Living, em junho deste ano, e anunciou planos de investir mil milhões de libras no setor.

"Há um grande mercado potencial, crescente procura de inquilinos e oferta limitada. É um grande mercado e há muito espaço em branco", disse Dana Gibson, diretor executivo sénior do Macquarie e diretor não executivo da Goodstone, ao jornal Financial Times.

Este setor deixou de ser desconhecido há dez anos no Reino Unido, tendo o investimento em 'build to rent' atingindo 3,5 milhões de libras no ano passado, um valor record, apesar da pandemia, de acordo com a Savills. O crescimento acelerou gradualmente desde que um relatório encomendado pelo governo apoiou o setor em 2012.

Existem cerca de 40.000 unidades em desenvolvimento no Reino Unido, somando-se a um mercado existente de 62.000.

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